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sábado, 29 de dezembro de 2012

Aldebaran


Alpha Tauri (α Tau) conhecida como Aldebarã ou Aldebaran é a estrela mais brilhante da constelação Taurus. É também designada pelos nomes de Cor Tauri; Parilicium ou ainda, pelos códigos HR 1457 e HD 29139. Na Grécia antiga era conhecida como "tocha" ou "facho".

Se imaginarmos a imagem sugerida para a constelação, a estrela ocupará sensivelmente a posição do olho direito do Touro mítico. O seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue" – referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado estelar das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu nocturno. Quase parece que Aldebarã pertence ao mais disperso dos enxames estelares (as Híades) que constitui, também, o aglomerado mais próximo da Terra. Contudo, a maior parte dos autores crê que, na verdade, está apenas localizada na mesma direcção da linha de visão entre a Terra e as Híades – sendo, portanto, uma estrela independente. 

Aldebarã é uma das estrelas mais facilmente identificáveis no céu nocturno, tanto devido ao seu brilho como à sua localização em relação a uma das figuras estelares mais conhecidas do céu. Identificamo-la rapidamente se seguirmos a direcção das três estrelas centrais da constelação de Orion (designadas popularmente por “três Marias” ou “Três Reis Magos”), da esquerda para a direita (no hemisfério norte) ou da direita para a esquerda, no hemisfério sul – Aldebarã é a primeira das estrelas mais brilhantes que encontramos no seguimento dessa linha. Pode ser vista em Portugal (zona média do hemisfério norte) de Outubro a Março.

Aldebarã é uma estrela de tipo espectral K5 III (é uma gigante vermelha), o que significa que tem cor alaranjada; tem grandes dimensões, e saiu da sequência principal do Diagrama de Hertzsprung-Russell depois de ter gasto todo o hidrogénio que constituía o seu “combustível”. Tem uma companheira menor (uma estrela mais pálida, tipo M2 anã que orbita a várias centenas de UA). Actualmente, a sua energia provém apenas da fusão de hélio, da qual resultam cinzas de Carbono e Oxigénio. O corpo principal desta estrela expandiu-se para um diâmetro de aproximadamente 38 vezes maior que o Sol (outras fontes referem que é 50 vezes maior). As medições efectuadas pelo satélite Hipparcos localizam a estrela a 65 anos-luz da Terra, e permitem saber que a sua luminosidade é 150 vezes superior à do Sol, o que a torna a décima terceira estrela mais brilhante do céu (0,9 de magnitude). 

É ligeiramente variável, do tipo variável pulsante, apresentando uma variação de cerca de 0.2 de magnitude. Outras fontes referem que se situa a 72 anos-luz da Terra e que é 360 vezes mais luminosa que o Sol (outras, ainda, referem apenas 100 vezes mais luminosa). Em 1997, uma equipa de astrónomos (incluindo Artie P. Hatzes e William D. Cochran) anunciou a descoberta de um corpo satélite que pode ser um grande planeta ou uma anã castanha que terá, no mínimo, 11 vezes a massa de Júpiter e que orbitaria a uma distância de 1.35 UA. A descoberta não foi, contudo, ainda confirmada por outros astrónomos, sendo referidas outras explicações para os dados apresentados.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Sirius

Posição de Sírio (Sirius) na constelação de Cão Maior.Sírio (Sirius, α CMa, α Canis Majoris, Alpha Canis Majoris) é a estrela mais brilhante no céu nocturno com uma magnitude aparente de −1,46. Localizada na constelação de Canis Major, pode ser vista a partir de qualquer ponto na Terra, sendo que, no Hemisfério Norte faz parte do Hexágono do Inverno. Dista 8,57 anos-luz da Terra, sendo por isso uma das estrelas mais próximas do nosso planeta.

O termo Sirius deriva do latim sīrius e do grego σείριος (seirios, "brilhante").

Sendo a principal estrela da constelação do “Cão Maior”, é muitas vezes apelidada de “Estrela do Cão” ou “Estrela Canina”.

Também é conhecida pelo nome latino “Canicula” (“pequeno cachorro”) e como الشعرى aš-ši’rā, em árabe, donde deriva o nome alternativo “Ascherre”.

Sírius é parte de um sistema binário de duas estrelas brancas orbitando entre si a uma distância de 20 unidades astronômicas, aproximadamente a distância entre o Sol e Urano, com um período de 50,1 anos. A estrela mais brilhante denominada Sírius A é uma estrela de sequência principal do tipo espectral A1V, com uma temperatura na superfície de 9940 K. Sua companheira, Sírius B, é uma estrela que já saiu da sequência principal e se tornou uma anã branca. Actualmente é dez mil vezes menos luminosa no espectro visível. Anteriormente Sírius B era a mais massiva das duas estrelas. A idade do sistema foi estimada em 230 milhões de anos. Acredita-se que no início de sua formação, o sistema tinha duas estrelas azuis orbitando uma a outra em uma órbita elíptica de 9,1 anos. O sistema emite uma quantidade maior que a esperada de radiação infra-vermelha, medido pelo observatório espacial IRAS. Isto pode ser uma indicação de poeira no sistema, o que não é usual para uma estrela binária. Uma imagem do observatório de raios-X Chandra mostra Sírius B brilhando mais que sua companheira pois é uma fonte mais intensa de raios-X.

Sírius tem uma massa cerca de 2,02 vezes a do Sol. Sua velocidade de rotação relativamente baixa de 16 km /s. 



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Capella


Auriga constellation map.png
Alpha Aurigae, também denominada Capella ou 13 Aurigae, é a estrela mais brilhante da constelação de Auriga e a sexta mais brilhante do céu. Seu nome advém do latim capella = cabra. Capella é uma gigante amarela com dimensões maiores que o Sol e com um espectro semelhante a este. Encontra-se a 44,6794 anos luz do Sol.

É na verdade uma estrela quádrupla. Sua condição de estrela dupla foi reconhecida primeiro através de espectrógrafo e medida posteriormente em 1919 com um interferómetro; a separação dos componentes não supera os 0"05 e o período de revolução é de 104 dias. Estão separadas aproximadamente por 120 milhões de km e têm duas companheiras acopladas entre si, separadas visualmente, cuja distância alcança os 12' de arco. São duas anãs vermelhas de pouca intensidade (magnitude 10 e 12). O modelo de Capella pode assemelhar-se a duas esferas de 35 e 20 centímetros de diâmetro, separadas por 3 metros e acompanhadas de duas outras esferas de 2 centímetros a 120 metros uma da outra e separadas 40 km do par principal.
O par binário mais brilhante de Capella consiste de duas estrelas gigantes da classe G. A estrela primária tem uma temperatura de superfície de aproximadamente 4.900 K, um raio 12 vezes o raio solar, massa de aproximadamente 2,7 a massa do Sol e luminosidade medida em todos os comprimentos de onda de aproximadamente 79 vezes a do Sol. A estrela secundária tem temperatura de superfície de aproximadamente 5.700 K, raio de 9 vezes o raio solar, massa de 2,6 vezes a massa do Sol e sua luminosidade, também medida em todo o espectro, é cerca de 78 vezes a do Sol.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Betelgeuse

Imagem de Betelgeuse em luz ultravioleta pelo Hubble.Alpha Orionis (α Orionis) conhecida como Betelgeuse é uma estrela de brilho variável sendo a 10ª estrela mais brilhante no firmamento. É também a segunda estrela mais brilhante na constelação de Orion. Apesar de ter a designação α ("alpha") na Classificação de Bayer, ela não é mais brilhante que Rigel (β Orionis).

Betelgeuse é na verdade mais brilhante do que Rigel no comprimento de onda infravermelho, mas não nos comprimentos de onda visíveis.

Betelgeuse é uma estrela supergigante vermelha, e uma das maiores estrelas conhecidas, sendo de grande interesse para a astronomia. O seu diâmetro varia entre 500 e 900 vezes o do Sol. No diâmetro máximo, a estrela seria maior que a órbita de Saturno se colocada no lugar do Sol. Apesar de ser apenas 14 vezes mais massiva que o Sol, é cerca de algumas centenas de milhões de vezes maior em volume, como uma bola de futebol comparada a um grande estádio de futebol. A sua proximidade à Terra e o seu enorme tamanho fazem dela a estrela com o terceiro maior diâmetro angular vista da Terra, menor apenas que o Sol e R Doradus. É uma das 12 estrelas em que os telescópios actuais podem visualizar o seu disco real.
Orion constellation map.png

O nome é uma contracção do árabe يد الجوزا yad al-jawzā, ou "a mão do (guerreiro, homem) do centro". Jauza, o do centro, inicialmente se referia a Gémeos entre os Árabes, mas a algum momento decidiram referir-se a Orion por este nome. Durante a Idade Média o primeiro caracter do nome ,y (ﻴ, com dois ponto sob ele), foi erroneamente traduzido para o Latim como um b (ﺒ, com um ponto apenas), e Yad al-Jauza tornou-seBedalgeuze. Então, durante o Renascimento, alguém tentou derivar o nome árabe deste nome corrompido, e decidiu que ele foi escrito originalmente como Bait al-Jauza. Esta pessoa imaginativa então declarou que Bait seria "braço" em Árabe, para surpresa dos árabes em todo o mundo. O linguista sem nome da Renascença então "corrigiu" a grafia para Betelgeuse, e o termo moderno nasceu. Para que Betelgeuse tivesse o sentido do "braço do centro", o original deveria ser ابط Ibţ (al-Jauza).

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Rigel

Rígel (Rigel, β Ori, β Orionis, Beta Orionis) é a estrela mais brilhante da constelação de Orionte, e a sexta mais brilhante do céu, com magnitude aparente 0,12. Apesar de ter a designação de Bayer "beta", ela quase sempre é mais brilhante que Betelgeuse (Alpha Orionis).
O nome de Rígel vem da sua posição no "pé esquerdo" de Orionte. Ele é uma contracção de Riǧl Ǧawza al-Yusra, árabe para "pé esquerdo de algo central". Outro nome árabe é رجل الجبار riǧl al-ǧabbār, "o pé de algo maior", que também é a origem do outro nome Algebar. Rígel também é chamada de Algebar ou Elgebar, porém esses nomes raramente são usados.

Rígel é conhecida como 参宿七 (Shēnxiù Qī, "a sétima das três estrelas") em chinês. O nome se deve ao fato que o asterismo das três estrelas era originalmente composto por apenas três estrelas, todas elas do cinturão de Orion. Mais tarde, outras quatro estrelas foram adicionadas a esse asterismo, mas o nome continuou igual.

No Japão, Rígel era chamada de Genji-boshi (源氏星) (devido ao Clã Genji), "a estrela do Clã Genji" ou Gin-waki, (銀脇).
Orion constellation map.png

Rígel está além do alcance actual de medidas precisas de paralaxe. Estudos espectroscópicos estimam uma distância entre 700 e 900 anos-luz (210 a 280 parsecs), enquanto o "melhor palpite" da sonda Hipparcos é 773 anos-luz (237 parsecs), com uma margem de erro de 19%. Rígel é uma supergigante azul de 18 massas solares, e tem cerca de 85 000 vezes a luminosidade solar. Rígel é a estrela mais luminosa na região do Sol na Via Láctea, e é tão luminosa que se fosse vista a uma distância de uma UA, ela teria um diâmetro angular de 35° e a sua magnitude aparente seria -38.

Como Rígel é uma estrela luminosa e está em uma região de nebulosidade, ilumina várias nuvens de poeira na sua proximidade, a mais notável sendo IC 2118. Rígel também está associado com a Nebulosa de Orionte, que está duas vezes mais distante da Terra. Apesar da distância, projetando o caminho de Rígel pelo espaço pela sua idade estimada, a estrela é levada para perto da nebulosa. Como resultado, às vezes Rígel é classificado como um membro distante da associação Orion OB1, assim como algumas outras estrelas daquela região do espaço.
Rígel é uma estrela variável irregular, algo comum entre supergigantes. Rígel varia a sua magnitude aparente em até 0,3, em cerca de 22 a 25 dias. Sabe-se que o sistema de Rígel é composto por três estrelas. Às vezes uma quarta estrela é proposta, mas é considerada uma interpretação errada da variabilidade da estrela principal, que pode ser causada por pulsações na superfície.
Rigel foi considerada uma estrela binária visual desde 1831, quando foi medida por Friedrich Georg Wilhelm Struve. Embora Rígel B não seja muito fraca, tendo magnitude aparente 6,7, a sua proximidade com Rígel A, que é 500 vezes mais brilhante, faz dela um alvo difícil para telescópios menores que 150 mm. Na distância estimada de Rigel, Rigel B é separada da estrela primária por 2 200 UA, o que não é estranho, já que não há sinais de movimento orbital entre as estrelas, embora elas compartilhem o mesmo movimento próprio.
Rígel B é em si um sistema de binárias espectroscópicas, consistindo de duas estrelas da sequência principal que orbitam seu centro de massa comum a cada 9,8 dias. O tipo espectral das duas estrelas é B9V. Com 2,5 massas solares, Rígel B é mais massivo que a outra estrela, que tem 1,9 massas solares.
Houve uma grande controvérsia entre os séculos XIX e XX sobre a visibilidade da companheira de Rígel B. Alguns observadores afirmaram ter visto ela, porém outros não. Observações recentes já descartaram a possibilidade de uma companheira visível de Rígel B.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Deneb


Alpha Cygni, mais conhecida como Deneb, é a estrela mais brilhante da constelação do Cisne, ou Cygnus, apesar de estar cerca de trinta vezes mais distante da Terra do que as restantes. É, ou foi, conhecida por vários outros nomes, entre os quais se contam Arided, Aridif, HR 7924, e HD 197345. Com uma magnitude aparente de 1.25, é a décima-nona estrela mais brilhante do céu terrestre. A magnitude absoluta de Deneb é de -7.2, o que a coloca entre as mais luminosas estrelas conhecidas. Deneb tem um raio de aproximadamente 110 vezes o do Sol.

O nome da estrela provém do termo arábico medieval Al Dhanab al Dajajah, que significa a "cauda da galinha". Convém lembrar que os árabes davam o nome galinha à constelação Cygnus, daí aquele termo. Curiosamente as estrelas que compõem o Triângulo de Verão apresentam temperaturas superficiais similares, sendo Vega a mais quente com 9600 K (Kelvin) e Deneb a radiar a 8400 K. Deneb é a estrela mais pálida do Triângulo de Verão com magnitude aparente 1,25. A estrela situa-se a 2000 anos-luz de distância segundo catálogo Hipparcos (1997).

Deneb é verdadeiramente uma das maiores estrelas da Galáxia, bem maior, por exemplo, que a conhecida Rigel, mas de menores dimensões que os "monstros" estelares Betelgeuse e Antares. Se a estrela tomasse o lugar do centro do Sistema Solar, a sua "superfície" estenderia à órbita da Terra. Ainda que não seja a maior estrela na Galáxia, Deneb é, no entanto, uma das maiores do seu género, ou seja, dentro da sua classe espectral e temperatura superficial. Também o Universo tem os seus "monstros". Caso a distância estabelecida esteja correcta, se a estrela em questão estivesse no lugar de Vega, Deneb brilharia quase tanto como uma Lua crescente em franco desenvolvimento! Trata-se de uma supergigante branco-azulada cujo tipo espectral é A2Ia. Vista com binóculo surge uma cor branca e não branco-azulada como Sirius e Vega.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Vega

Ficheiro:Vega Spitzer.jpgAlpha Lyrae (α Lyr), mais conhecida como Vega, é a estrela mais brilhante da constelação de Lira e a 5ª estrela mais brilhante do céu noturno, separada do nosso sistema solar por 25 anos-luz, o que a torna uma das estrelas mais próximas do nosso Sol.

Considerada uma estrela nova, com pouco mais de 455 milhões de anos desde sua formação, 1/10 do tempo do nosso Sol, tem 2,5 vezes a massa, 3 vezes o diâmetro e cinquenta vezes mais intensidade de brilho que nossa estrela. Astrônomos calcularam a temperatura da estrela em cerca de 10.000 Kelvin nas regiões polares e 7.600 Kelvin na linha equatorial.

Lyra constellation map.pngVega tem um anel de poeira e gases a sua volta, o que na época de sua descoberta, nos anos 80, imaginou-se ser um início de formação planetária, mas estudos mais recentes chegaram a conclusão de que mais provavelmente se trata de detritos de massas celestes, devido exatamente a idade relativamente jovem de Vega. Mesmo que ali existam planetas, é pouco provável que exista vida neles, devido ao pouco tempo de formação da estrela.

O famoso cientista e escritor Carl Sagan, ao escrever um de seus maiores sucessos literários, Contato - estrelado no cinema pela atriz Jodie Foster – coloca Vega como ponto de encontro de uma civilização infinitamente mais adiantada que a nossa.


Altair

Aquila constellation map.png
Alpha Aquilae (α Aql) conhecida como Altair, nome de origem árabe que significa "aquele que voa" é a estrela mais brilhante constelação da Águia e a 12ª estrela mais brilhante no céu noturno.

Magnitude aparente 0,89, magnitude absoluta 2,4 e tipo espectral A7. É oito vezes mais luminosa que o Sol e seu diâmetro equatorial é 1,8 vezes maior que ele. A sua temperatura superficial é de 8600K. Possui um movimento próprio de 0,658 segundo de arco por ano (1º em 5470 anos) e uma velocidade radial de -26 km/s. A sua distância à Terra é de 16,7 anos-luz.

Um estudo com a plataforma de testes do interferômetro do observatório Palomar, em San Diego, Califórnia (EUA), revelou que Altair não é esférica, mas achatada nos pólos, devido à sua alta taxa de rotação. Outros estudos interferométricos com telescópios múltiplos, operando no infravermelho, confirmou ter imaginado esse fenômeno.

sábado, 28 de julho de 2012

Antares

Scorpius constellation map.svgAntares (α Scorpii, Alpha Scorpii) é uma estrela gigante vermelha na constelação de Scorpius. É a 16ª estrela mais brilhante do céu noturno (embora às vezes seja considerada a 15ª, se os dois componentes mais brilhantes da estrela Capella forem contados como uma estrela). Junto com Aldebaran, Spica, e Regulus, Antares é uma das quatro estrelas mais brilhantes próximas da eclíptica. Por isso também é conhecida como uma das quatro estrelas guardiãs do céu dos Persas em 3000 a.C.

Antares é uma estrela de variabilidade lenta com uma magnitude aparente varia de +0,88 a +1,16. O seu nome é derivado de Anti-Ares (Anti-Marte), pois Antares se assemelha em sua cor avermelhada e brilho a Marte, rivalizando com o planeta.

Antares é uma estrela supergigante de classe M, com um raio de aproximadamente 800 vezes o raio do Sol; se fosse colocada no centro do Sistema Solar, sua parte mais externa se encontraria entre a órbita de Marte e Júpiter. Antares está a aproximadamente 600 anos-luz (180 pc) da Terra. Sua luminosidadevisual é de cerca de 10 000 vezes a do Sol, mas como a estrela irradia uma parte considerável de sua energia na parte infravermelha do espectro, sua luminosidade bolométrica é de 65 000 vezes a solar. A massa de Antares é de 15 a 18 massas solares. Esse tamanho grande e relativamente pouca massa dão a Antares uma densidade muito pequena.

O tamanho de Antares pode ser calculado usando seu paralaxe e diâmetro angular. O paralaxe de Antares é de 5,40 ± 1,68 mas, e seu diâmetro angular é conhecido a partir de ocultações lunares (41,3 ± 0,1 mas). Isso dá à estrela um raio de 822 ± 80 raios solares.

A melhor época do ano para ver Antares é em 31 de maio, quando a estrela está em oposição com o Sol. Nesse momento, a estrela é visível a noite inteira. Por duas a três semanas do final de novembro, Antares não é visível totalmente devido ao brilho do Sol. Esse período de invisibilidade é maior no hemisfério norte do que no hemisfério sul, uma vez que a declinação da estrela é ao sul do equador celeste.

Antares tem uma estrela companheira, Antares B, que tem classe espectral B2.5 e está a 2,9 segundos de arco, ou 550 UA, do componente principal. Com uma magnitude de 5,5, Antares B tem somente 0,37% da luminosidade de Antares A, porém é 170 vezes mais brilhante que o Sol. Normalmente é difícil ver Antares B com um telescópio pequeno devido ao brilho de Antares A, mas torna-se fácil ver as duas estrelas com um telescópio com abertura de pelo menos 150 mm. A companheira é frequentemente descrita como verde, mas isso provavelmente é um efeito de contraste. Antares B pode ser observado com um telescópio pequeno por poucos segundo durante ocultações lunares enquanto Antares A está escondida pela Lua. Isso foi descoberto por Johann Tobias Bürg durante uma ocultação em 13 de abril de 1819.

A órbita de Antares B é pouco conhecida, com um período orbital estimado em 878 anos.

Polaris (Estrela Polar)


A Estrela Polar (Polaris, α UMi, α Ursae Minoris, Alpha Ursae Minoris) tem esse nome porque é a única que permanece sempre fixa no firmamento num ponto coincidente com a projeção do eixo da terra, na realidade a Estrela polar faz parte de uma série de outras estrelas de magnitude moderada, que devido a precessão do equinócio, periodicamente intercalam de lugar nesse ponto e que, por apresentar-se sempre fixa no correr dos anos, é natural ser utilizada como referencial na orientação dos seres vivos sobre a superfície terrestre. Nesse sentido entende-se que as Estrelas Polares podem referir-se tanto à Estrela do Norte como à Estrela do Sul, embora a expressão seja usualmente utilizada para referir-se à Polar da constelação Ursa Menor, que é atualmente a única estrela brilhante que coincide num desses pontos.

A estrela Polar é na realidade um sistema triplo de estrelas. Isto é bastante comum na nossa galáxia: cerca de 70% das estrelas da Via Láctea são sistemas de estrelas e não estrelas isoladas. A estrela Polar tem duas companheiras, uma delas pode ser facilmente observada com a ajuda de um pequeno telescópio. A outra, embora há muito conhecida - devido a efeitos gravitacionais - só agora foi fotografada com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble.


A observação da pequena companheira da estrela Polar foi mais um teste à capacidade de resolução do Telescópio Espacial, pois ela encontra-se a apenas dois décimos de segundos de arco da Polar o que corresponde a um pequeníssimo ângulo que equivale ao diâmetro aparente de uma moeda de 50 cêntimos colocada a 30 quilómetros de distância. Tendo em conta que o sistema de estrelas se encontra a 430 anos-luz de distância, a separação entre as estrelas será pouco superior a 3 mil milhões de quilómetros (18.5 unidades astronómicas).

A diferença de brilhos das duas estrelas também dificultou a observação. A Polar é uma estrela supergigante, cerca de 2.000 vezes mais brilhante que o Sol, enquanto que a estrela companheira é um estrela de sequência principal que acaba por ser quase totalmente ofuscada.

Os astrónomos responsáveis por este trabalho de investigação esperam continuar as observações durante os próximos anos, para poderem acompanhar o movimento da estrela companheira, na sua órbita de 30 anos, em torno da estrela principal. O conhecimento preciso das órbitas das duas estrelas e o calculo das suas massas é muito importante. Aliás a determinação do valor da massa de uma estrela é uma das tarefas mais complexas e importantes dos astrónomos.

Saber o valor da massa da estrela Polar é ainda mais relevante porque ela é a estrela variável Cefeide que se encontra mais próxima do Sol, e sem dúvida que a melhor método para calcular a massa das estrelas é estudar binários como o da estrela Polar e da sua companheira.

As estrelas variáveis Cefeides, funcionam como "velas padrão", pois a sua luminosidade varia de forma regular segundo um período directamente relacionado com a sua luminosidade intrínseca, permitindo assim determinar a distância a que se encontram com bastante precisão. A detecção de Cefeides noutras galáxias permite determinar a que distância se encontram essas galáxias e também calcular a taxa de expansão do Universo.

Compreender a física e evolução destas estrelas é determinante para várias áreas da Astronomia. Por isso se conhecermos bem a Cefeide mais próxima de nós acabamos por conseguir obter informações bem mais precisas em relação a todas as outras.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Albireo (β Cyg / β Cygni)

Beta Cygni (β Cyg / β Cygni) conhecida como Albireo é a terceira estrela mais brilhante da constelação de Cygnus. Embora ela tenha a designação Bayer "beta", na verdade é visualmente muito mais fraca do que Gamma Cygni.

Dado que Cygnus é "o cisne" e Albireo está localizada na cabeça do cisne, ela é às vezes chamada de "estrela do bico". Ela também forma o "Cruzeiro do Norte" em conjunto com Deneb, Delta Cygni e Eta Cygni.

Albireo dista 385 anos-luz da Terra. A olho nu, Albireo aparenta ser uma única estrela. Todavia, quando vista ao telescópio, descobre-se que se trata de uma estrela binária: uma amarela (magnitude aparente 3,1), e outra azul (magnitude aparente 5,1). Separadas por 34 segundos de arco, os dois componentes formam um dos melhores exemplos de estrelas duplas de cores contrastantes.

Embora tenham sido consideradas inicialmente como uma mera dupla óptica (estrelas que não gravitam em torno de um ponto comum, como em um verdadeiro sistema binário), foi posteriormente demonstrado que elas constituem um verdadeiro sistema binário.

O membro mais brilhante do par, a estrela amarela Beta Cygni A, é ela mesma uma binária cerrada.

Somente em 1976, utilizando-se de técnicas de processamento de imagem (interferometria), descobriu-se que a separação entre as componentes de Beta Cygni A é de somente cerca de 0,4 arcosegundos, o que é muito próximo do limite de observação visual através de instrumentos.

O nome da estrela surgiu de uma série de erros de interpretação e tradução. Originalmente, ela se chamava al-Minhar al-Dajajah ("o bico da galinha"), conforme está registrado em textos árabes. Eruditos latinos interpretaram o nome como designando um tipo de erva e o traduziram como ab ireo ("deIreo"). Posteriormente, considerou-se que isso era a corruptela de um termo árabe, e acabou sendo transcrito como al-bireo.

Fonte: Wikipédia;

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Arcturus (Arcturo)

Arcturo (α Boo, α Boötis, Alpha Boötis), também conhecida como Arturo ou Arcturus, é a estrela mais brilhante da constelação do Boieiro/Pastor (Boötes). É a quarta estrela mais brilhante no céu nocturno.

Pertence à classe espectral K do sistema de classificação estelar proposto por Annie Jump Cannon. O diâmetro de Arcturus é de aproximadamente 22.101.000 km, o que corresponde a 30 vezes maior que o do Sol e 1733 vezes maior do que o planeta Terra, a sua temperatura chega aos 4300 K (aproximadamente 4000 °C). É considerada como uma das estrelas que mais tende a durar (cerca de 9,3 bilhões de anos) devida a sua magnitude média (magnitude aparente de -0,04 e uma magnitude absoluta de 0,2). Antigamente era classificada como uma Gigante Vermelha, mas na reclassificação proposta pela NASA é considerada actualmente como uma média alaranjada. Está cerca de 33 anos-luz do sistema solar e é uma das estrelas mais brilhantes no céu terrestre.

No hemisfério norte, poderá observá-la na direcção oeste pouco depois do pôr do sol. É uma das primeiras estrelas visíveis ao anoitecer. É facilmente identificável pela sua cor alaranjada.

Na mitologia romana, conforme relatado por Higino, Arcturus é o ateniense Icário. Ele morava com sua filha virgem Erígone e seu cão Maera. Ele hospedou Liber Pater, que o ensinou o segredo do vinho. Icário deu o vinho a uns pastores que, acreditando que Icário os tinha envenenado, o mataram a pauladas. Seu cão Maera, latindo sobre o corpo morto do dono, chamou Erígone, que se enforcou. Liber Pater então afligiu as mulheres atenienses com uma praga, que só terminou quando eles puniram os pastores e instituiram um festival em honra dos dois. Os deuses então transformaram ambos em estrelas: Erígone virou a constelação de Virgem e Icário a estrela Arcturus.

Fontes: Wikipédia; solstation.com;