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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Enxame globular Omega Centauri

Centauri aglomerado de estrelas observado pelo HubbleO Enxame globular Omega Centauri (Cen ω) ou NGC 5139 está localizado na constelação de Centaurus. Este cluster foi descoberto por Edmond Halley em 1677 que considerou uma nebulosa. Omega Centauri foi listada no catálogo de Ptolomeu há 2000 anos atrás, como uma estrela. Esse objecto foi identificado como um enxame globular pelo Inglês astrônomo John William Herschel em 1830. É o maior e mais brilhantes enxames globulares conhecidos na nossa galáxia. 

Ele está localizado cerca de 15 800 anos luz de nosso sistema e contém vários milhões de estrelas. 
No centro do aglomerado, as estrelas estão muito próximas, em média, apenas 0,1 anos-luz de distância.  Omega Centauri é um dos objetos visíveis a olho nu, e parece quase tão grande quanto a lua cheia.

A imagem do aglomerado globular Omega Centauri, foi recolhida em 2009 pelo Telescópio Espacial Hubble com a Wide Field Camera 3 (WFC3). Nesta foto, podemos ver facilmente, muitas estrelas brancas ou amarelas como o nosso Sol, muitas estrelas na cor laranja e vermelho, gigantes vermelhas e um punhado de estrelas azuis.

sábado, 18 de agosto de 2012

Enxame Globular M7 (NGC 6475)

amas d'étoiles M7O Enxame globular M7 é um conjunto aberto, bonito, dominado por estrelas azuis brilhantes, como se vê a olho nu, na cauda da constelação de Escorpião. Está a cerca de 1.000 anos-luz de nosso sistema solar e mede cerca de 20 a 25 anos-luz de diâmetro. M7 contém centenas de estrelas e foi provavelmente formado há 200 milhões de anos. Essa longa exposição foi tomada em várias noites de Outubro a Novembro de 2009, desde Yalbraith Austrália. Nesta imagem de longa exposição, podemos distinguir as nuvens escuras de poeira e milhões de estrelas. O aglomerado de estrelas M7 é conhecido desde a Antiguidade, Ptolomeu descreveu-o em 130 dC. 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Enxames globulares

Os enxames globulares são concentrações ligadas graviticamente de mais ou menos entre dez mil a um milhão de estrelas, espalhadas por um volume de algumas dezenas até cerca de 200 anos-luz em diâmetro.
M22
O primeiro enxame globular descoberto, à altura confundido com uma nebulosa, foi M22 em Sagitário, provavelmente por Abraham Ihle em 1665. A esta descoberta seguiu-se o enxame Omega Centauri (NGC 5139) por Edmond Halley em 1677. Conhecia-se esta "nebulosa" mas estava classificada como estrela desde a Antiguidade. Posteriormente foi M5 em Serpente por Godfried Kirch em 1702, e M13 em Hércules por Halley em 1714. A lista de nebulosas de De Chéseaux de 1746 contém, em adição, dois novos enxames globulares, M71 e M4, enquanto Jean-Dominique Maraldi descobria M15 e M2 em Setembro deste ano (1746). O catálogo de nebulosas do Sul de Abbe Lacaille de 1751-52 tinha 8 enxames globulares (cinco dos quais recém-descobertos), e o catálogo de Messier tinha 29, 20 destes novas descobertas. 
Omega Centauri NGC5139

Todos estes enxames globulares conhecidos até à data (1789) pertencem à Via Láctea, mas alguns foram integrados ou migraram para o sistema globular Galáctico apenas recentemente (nomeadamente M54 e M79).

Dos 151 enxames globulares conhecidos na nossa Galáxia, 104 pertencem ao catálogo de NGC e 3 ao catálogo IC de J. L. E. Dreyer.

Desde a sua descoberta e observação, sempre se pensou que os enxames globulares eram objectos físicos, aglomerados de estrelas ligadas pela sua gravidade mútua, muito próximas e aproximadamente à mesma distância. Esta hipótese (correcta) só se tornou certeza com a aparição da espectroscopia, ao mostrar que as estrelas destes têm velocidades radiais esperadas, coincidindo na perfeição com o diagrama cor-magnitude de Hertzsprung-Russell, isto é, representam uma população estelar de estrelas com aproximadamente a mesma idade, todas à mesma distância aproximada.

A distribuição dos enxames globulares na Via Láctea é maior em torno do centro Galáctico, na direcção das constelações de Sagitário, Escorpião e Ofiúco. Dos 138 enxames globulares presentes no Sky Catalog 2000, estas constelações contêm 29, 18 e 24 enxames globulares respectivamente, num total de 71, 51.4% (embora tenhamos que admitir que dos 29 enxames globulares em Sagitário, provavelmente quatro pertençam a galáxia elíptica anã de Sagitário, descoberta em 1994, entre eles M54; no entanto, estes estão no processo de integração no halo da Via Láctea) da população total conhecida. A contagem actual situa-se pelos 33, 19 e 25 enxames globulares em Sagitário, Escorpião e Ofiúco respectivamente, um total de 77 entre 151 enxames, ou 51%. No conjunto das 88 constelações, apenas cerca de metade (43 constelações) contêm enxames globulares; Águia tem 7, Serpente vem a seguir com 5, Hércules e Altar com 4 cada, e nenhuma outra constelação tem mais que 3.

A nossa galáxia, Via Láctea, está rodeada por cerca de 200 grupos compactos de estrelas, contendo até um milhão de estrelas cada um. Com 13 mil milhões de anos de idade, estes enxames globulares são quase tão antigos quanto o próprio Universo e ter-se-ão formado ao mesmo tempo que as primeiras gerações de estrelas e galáxias. Agora, uma equipa de astrónomos da Alemanha e da Holanda desenvolveu um novo tipo de simulação por computador para analisar a forma como os enxames nasceram. Descobriram que estes enxames gigantes de estrelas são os únicos sobreviventes de um massacre, ocorrido há 13 mil milhões anos, que destruiu muitos dos seus irmãos mais pequenos. Os resultados deste trabalho, liderado pelo Dr. Diederik Kruijssen do Instituto Max Planck para a Astrofísica, em Garching, Alemanha, foram publicados no Monthly Notices da Royal Astronomical Society. 

Os investigadores fizeram simulações de galáxias isoladas e em colisão, em que incluíram um modelo para a formação e destruição dos enxames estelares. Quando as galáxias colidem, geram muitas vezes explosões espectaculares de formação de estrelas, os starbursts, e uma abundância de enxames estelares jovens muito brilhantes e de diversos tamanhos. Assim, pensava-se que o número total de enxames de estrelas aumentava durante os starbursts. Mas as simulações realizadas por esta equipa germano-holandesa mostraram um resultado bem diferente. 

Enquanto os enxames maiores e mais brilhantes são de facto capazes de sobreviver à colisão de galáxias, graças à sua própria atracção gravitacional, os enxames mais pequenos e mais numerosos são destruídos pelas rápidas alterações nas forças gravitacionais, que ocorrem normalmente durante os starbursts e que se devem ao movimento do gás, da poeira e das estrelas. A onda de starbursts chegou ao fim após cerca de 2 mil milhões de anos e os investigadores ficaram surpreendidos ao ver que apenas os enxames com elevado número de estrelas sobreviveram. Estes enxames apresentam todas as características que seriam de esperar numa população jovem de enxames globulares, vista tal como seria há cerca de 11 mil milhões de anos atrás. 

sábado, 11 de agosto de 2012

Plêiades (aglomerado de estrelas)

As Plêiades formam um grupo de estrelas na constelação do Touro, comummente denominadas por M45 pela classificação do catálogo Messier, e como "Subaru" no Japão. Isso mesmo, a famosa marca nipónica de automóveis que, inclusive, utiliza uma representação das Plêiades no seu logótipo. Este aglomerado estelar (ou aglomerado aberto) facilmente visível a olho nu nos dois hemisférios, consiste de várias estrelas brilhantes e quentes, de espectro predominantemente azul. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como "Sete Irmãs", “Sete-estrelo” em algumas passagens bíblicas e tem vários significados em diferentes culturas e tradições.

O nome Plêiades deriva do grego plein, que significava a abertura e o fechamento da estação da navegação entre os gregos. Na mitologia grega, as Plêiades são as sete irmãs, filhas de Pleione e Atlas, perseguidas por Órion que estava encantado com a beleza das moças, e que para escapar da perseguição do caçador, recorreram aos deuses, que as transformaram em sete estrelas. Seus nomes eram: Maia, Electra, Taígeta, Astérope, Mérope, Alcíone e Celeno.

Um modo fácil de localizar as plêiades no céu é tomando a reta formada pelas estrelas Betegeuse (na constelação de Orion) e Aldebarã, ambas fáceis de ser identificdas por ter cor avermelhada. Seguindo a reta chegaremos ao aglomerado das Plêiades, bem no pescoço do touro.

O cluster é dominado por estrelas azuis quentes, que se formaram nos últimos 100 milhões de anos. Há uma nebulosa de reflexão formada por poeira em torno das estrelas mais brilhantes que acreditava-se a princípio ter sido formado pelos restos da formação do cluster (por isto receberam o nome alternativo de Nebulosa Maia, da estrela Maia), mas hoje sabe-se que se trata de uma nuvem de poeira não relacionada ao aglomerado, no meio interestelar que as estrelas estão atravessando atualmente. Os astrônomos estimam que o cluster irá sobreviver por mais 250 milhões de anos, depois dos quais será dispersado devido à interações gravitacionais com a vizinhança galáctica.